
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), evitou se pronunciar sobre um contrato de R$ 427 milhões ligado à chamada “Turma do KN”, durante uma coletiva de imprensa em Natal (RN) nesta segunda-feira (21/9). O contrato foi revelado em documentos do Caso Master, que envolvem o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Questionado sobre o assunto, Flávio afirmou que não tinha informações suficientes para se manifestar. “Eu não sei se a história é essa, eu não tenho condição de falar do que eu não sei o que é, eu não sei do assunto”, declarou.
O contrato em questão, encontrado em um arquivo enviado pela Polícia Federal a ministros do STF, prevê honorários de R$ 427 milhões em caso de sucesso em ações que poderiam liberar cerca de R$ 8,5 bilhões em precatórios relacionados ao empresário Daniel Vorcaro. A advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), está à frente do escritório associado ao acordo.
Mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicam uma relação entre ele e Newton Ramos, referindo-se ao ministro Kassio Nunes Marques como parte da “Turma do KN”. As conversas revelam pedidos atribuídos a Newton Ramos, como reservas de hospedagem no hotel Fasano, e incluem menções a “KN” como Kassio Nunes Marques.
O contrato estabelece honorários equivalentes a 5% dos valores recebidos pelo banco em doze processos relacionados a indenizações do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master é mencionado nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.
Em resposta às revelações, o ministro Kassio Nunes Marques assegurou que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master, não trocou mensagens com o empresário e não autorizou terceiros a agir em seu nome. Quanto ao julgamento de casos relacionados às usinas de cana-de-açúcar, ele declarou inicialmente estar impedido, mas posteriormente entendeu que poderia participar.
Por sua vez, o desembargador Newton Ramos afirmou que sua esposa presta serviços ao Banco Master e que tinha uma relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados. Ele negou ter julgado causas de interesse do banco e destacou que as questões sobre imóveis e transportes eram de natureza privada.
Com informações de Metrópoles Brasil.
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