
Reajustes contemplam pirarucu de manejo, borracha natural, piaçava, babaçu e andiroba; açaí, buriti e cacau têm valores mantidos
Extrativistas da Região Norte terão novos preços mínimos para comercializar produtos da floresta a partir de janeiro de 2027. Os reajustes, anunciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária nesta quarta-feira (4), chegam a 94,82% para a castanha-do-brasil e contemplam diversos produtos tradicionais da economia amazônica.
Destaques dos reajustes
O maior aumento foi registrado na castanha-do-brasil em casca, cujo preço mínimo passou de R$ 3,67 para R$ 7,15 por quilo, uma valorização de quase 95%. O novo valor contempla a Região Norte e também Mato Grosso.
Outro destaque é o pirarucu de manejo, no Amazonas. O preço mínimo teve reajuste de 32,77%, 32,77%, passando de R$ 10,74 para R$ 14,26 por quilo.
A borracha natural (cernambi), comercializada na Região Norte — com exceção do Tocantins — e no norte de Mato Grosso, teve aumento de 39,32%. O quilo passou de R$ 7,96 para R$ 11,09.
Já a piaçava registrou valorização de 58,24% na Região Norte, com o preço mínimo subindo de R$ 4,43 para R$ 7,01 por quilo.
Babaçu e andiroba também terão reajustes
Outros produtos importantes para as comunidades extrativistas também tiveram aumentos:
| Produto | Preço anterior | Novo preço | Reajuste |
|---|---|---|---|
| Babaçu (amêndoa) | R$ 7,00/kg | R$ 9,15/kg | 30,71% |
| Andiroba | R$ 2,86/kg | R$ 3,55/kg | 24,13% |
| Macaúba (Norte e Nordeste) | — | — | 19,30% |
| Murumuru | — | — | 21,85% |
Apesar dos reajustes, os preços mínimos do açaí, buriti e cacau foram mantidos.
Vigência e publicação
Os preços foram estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio do Voto nº 76/2026, de 22 de outubro, e publicados na Portaria MAPA nº 965.
Assinada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a medida começa a valer em 1º de janeiro de 2027.
Proteção ao extrativista
Os preços mínimos funcionam como referência para a comercialização e buscam garantir maior proteção à remuneração dos produtores extrativistas que dependem da coleta e do manejo sustentável de produtos da floresta. A medida é considerada fundamental para a economia da Amazônia e para a preservação do modo de vida das comunidades tradicionais.

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