
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) anunciou o reforço nas ações de vigilância fitossanitária após a confirmação do primeiro foco de cancro cítrico em propriedades agrícolas nos municípios de Brasileia e Epitaciolândia. A detecção da doença, causada pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, ocorreu durante um monitoramento realizado pela equipe de Defesa Sanitária Vegetal da regional do Alto Acre, sendo confirmada por meio de exames laboratoriais.
A origem da infecção pode estar relacionada à introdução de mudas clandestinas provenientes de São Paulo, conforme relatos de produtores locais. Para investigar essa situação, o Idaf está realizando uma análise epidemiológica para identificar as possíveis rotas de introdução e disseminação da bactéria nas áreas afetadas.
O cancro cítrico ataca plantas cítricas, como laranjeiras, limoeiros e tangerineiras, provocando lesões em folhas, ramos e frutos, o que pode comprometer a produtividade e gerar prejuízos na comercialização. A bactéria se espalha através do transporte de material vegetal infectado e pela dispersão de partículas contaminadas, o que é favorecido por condições ambientais e práticas inadequadas de manejo.
No Acre, o Idaf tem implementado o Programa Estadual de Sanidade Citrícola (Pesc), que inclui cadastramento de propriedades citrícolas, levantamento fitossanitário, inspeções e monitoramento de pragas. Até o final de 2025, o estado registrou 275 propriedades cadastradas.
Darison Alencar, coordenador de Defesa Vegetal da regional do Alto Acre, ressaltou a importância do acompanhamento técnico. Ele informou que a identificação dos primeiros sintomas suspeitos em frutos de limão-taiti ocorreu durante as atividades de monitoramento na propriedade de um produtor em Brasileia. Depois de novas coletas, a presença da bactéria foi confirmada, e a documentação necessária foi encaminhada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para os devidos encaminhamentos.
Diante da situação, o Idaf alerta os produtores sobre a importância de adquirir mudas apenas de viveiros registrados, que possuam a documentação e certificação fitossanitária exigidas pela legislação. Ana Cláudia D’Abadia, coordenadora do Pesc, enfatiza a necessidade de identificação precoce de ocorrências e a colaboração dos agricultores para proteger a citricultura no Acre, crucial para a renda de muitas famílias.
Com informações de Agência de Notícias do Acre.
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