
Uma operação da Polícia Civil realizada neste sábado (7) resultou na prisão de Fábio da Costa, de 34 anos, apontado como um dos envolvidos na articulação do feminicídio da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, assassinada a tiros na noite de 2 de novembro, em Brasiléia, no interior do Acre. Segundo a investigação, ele teria sido responsável por contratar o homem apontado como executor do crime e também por indicar quem seria a vítima.
A prisão ocorreu na zona rural de Brasiléia, em um ramal localizado na altura do quilômetro 19 da BR-317. Após entrar no ramal, a equipe policial percorreu aproximadamente 12 quilômetros até chegar a uma colocação de terceiros, onde o investigado foi localizado.

Em entrevista, o delegado Alex Dany explicou que Fábio teria participado de toda a articulação do crime, desde os primeiros momentos do planejamento. Conforme as investigações, ele teria atuado em parceria com Lucival Lopes de Souza, conhecido como Pitaca, apontado pela Polícia Civil como responsável pelos disparos que mataram a médica.
Segundo o delegado, os dois passaram vários dias acompanhando a vítima, aguardando uma oportunidade para executar o assassinato. Fábio teria fornecido suporte logístico e indicado Elyne a Lucival como alvo.

“Ele atuou com Lucival desde o início, dando suporte. Inclusive, foi ele que apontou para o Lucival quem seria a vítima”, afirmou Alex Dany.
O delegado também detalhou como teria funcionado a contratação do executor. Segundo ele, Fábio teria sido contratado para organizar a execução e, posteriormente, subcontratou Lucival para realizar os disparos.
“Lucival, em si, foi subcontratado por Fábio para executar Elyne. Então, o contratado para a execução foi Fábio. E ele subcontratou o serviço, dividindo parte do dinheiro com Lucival”, explicou o delegado.
A investigação aponta, portanto, que a participação dos dois não teria se limitado ao momento da execução. Segundo a Polícia Civil, Fábio teria participado da escolha da vítima, do planejamento e da organização da ação, enquanto Lucival teria sido contratado para efetuar os disparos.

Terceiro suspeito preso
De acordo com Alex Dany, as investigações levaram os policiais até Fábio após a reunião de elementos que indicavam sua possível participação no crime. Com essas informações, a Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de prisão, que foi autorizado pelo Judiciário.
O delegado destacou que a ordem judicial foi obtida com base em evidências e informações concretas reunidas durante o trabalho investigativo.
Com a prisão deste sábado, a Polícia Civil chega ao terceiro suspeito detido no decorrer das investigações do feminicídio.

Executor foi preso em Epitaciolândia
Antes da prisão de Fábio, a Polícia Civil já havia localizado Lucival Lopes de Souza, conhecido como Pitaca. Ele foi preso na noite de quinta-feira (5), durante uma operação na zona rural de Epitaciolândia, após vários dias de buscas realizadas pelos investigadores.
Na sexta-feira (6), Lucival foi encaminhado ao sistema penitenciário em Rio Branco, onde permanece à disposição da Justiça. A prisão preventiva foi mantida após audiência de custódia realizada no mesmo dia.
Em entrevista anterior, o delegado Alex Dany informou que Lucival foi interrogado e que, segundo as informações apresentadas pela Polícia Civil, o crime teria sido encomendado por R$ 40 mil. Desse total, R$ 10 mil seriam destinados ao homem apontado como executor.

Investigações continuam
Mesmo com as novas prisões, a Polícia Civil afirma que o trabalho investigativo ainda não foi concluído. Segundo o delegado Alex Dany, existem outras diligências em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime e identificar possíveis participantes da articulação.
“As investigações continuam, como a gente já havia alertado anteriormente. Há mais diligências a serem realizadas”, afirmou o delegado, acrescentando que novas prisões poderão ocorrer conforme o avanço dos trabalhos.
A Polícia Civil busca esclarecer a participação individual de cada investigado e completar a reconstrução de como a ordem para matar a médica teria chegado até o executor.
O crime
Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada a tiros na noite de segunda-feira (2), enquanto estava em um estabelecimento comercial em Brasiléia. O crime é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
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