
Áreas rurais da Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, foram identificadas pela Polícia Federal como locais com risco elevado para o desvio de rotas do tráfico de drogas na Amazônia. Segundo o documento, essas regiões têm sido utilizadas para evitar a fiscalização e facilitar o transporte de entorpecentes.
De acordo com as informações obtidas pela Folha de S.Paulo, o alerta consta em ofício encaminhado pela Polícia Federal à CPI do Crime Organizado do Senado. O texto destaca que, além das cidades de fronteira, o tráfico também utiliza áreas isoladas e de difícil acesso, como trechos da reserva, para movimentação de drogas.
A PF também aponta que municípios acreanos localizados na faixa de fronteira, como Assis Brasil e Epitaciolândia, concentram grande risco para entrada e saída de entorpecentes, especialmente por conta do fluxo na BR-317 e em estradas vicinais que ligam o Brasil ao Peru e à Bolívia.
Segundo o relatório, o escoamento ocorre por diferentes vias. Além das rotas terrestres, o tráfico utiliza caminhos fluviais pelos rios da região amazônica, incluindo os rios Acre e Iaco, e também rotas aéreas clandestinas operadas por aeronaves vindas de países vizinhos.
O documento ainda menciona a atuação de organizações criminosas com presença consolidada na Amazônia Legal, incluindo grandes facções nacionais e grupos locais que atuam na compra de drogas em países estrangeiros e redistribuição para outros estados brasileiros.
Ainda conforme a reportagem, a Secretaria Nacional de Políticas Penais aponta que o tráfico de cocaína é o principal motor do crime organizado na Amazônia, com rotas que conectam o Acre a outros estados por meio da BR-364 e por vias fluviais estratégicas.
Com informações da Folha de S.Paulo.





