
Comunidade do Ramal do 59 denuncia abandono da estrada e cobra melhorias; presidente interino do Deracre garante que obras começam nesta quarta-feira
A precariedade do Ramal do 59, localizado às margens da BR-317 (Estrada do Pacífico), em Brasiléia, levou moradores a organizarem uma mobilização para cobrar providências do poder público. A manifestação, divulgada por meio de uma nota nas redes sociais nesta segunda-feira (6), prevê um possível bloqueio da rodovia no próximo dia 13 caso a situação da estrada não seja resolvida.
No documento, a comunidade afirma viver um cenário de abandono e relata que as más condições da via têm comprometido o tráfego de veículos, especialmente o transporte escolar.

Segundo os moradores, a grande quantidade de buracos representa risco constante para quem utiliza o ramal diariamente. Eles afirmam que um estudante chegou a sofrer um trauma no nariz e outros ferimentos após um incidente durante o transporte escolar provocado pelas condições da estrada.
Na nota, os moradores manifestam indignação com a situação e cobram uma resposta imediata das autoridades.
“Não podemos mais tolerar o descaso com a segurança de nossas crianças e o direito de ir e vir de toda a comunidade”, destaca um trecho do comunicado.
Como forma de pressionar o governo, a comunidade convocou uma mobilização para o dia 13 de julho, com a possibilidade de interditar a BR-317 para chamar a atenção dos órgãos responsáveis.

Deracre anuncia manutenção
Após a repercussão do caso, o presidente interino do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sócrates Guimarães, divulgou um vídeo informando que o órgão já tomou conhecimento da situação.
Segundo ele, após contato do prefeito Carlinho do Pelado, foi definida uma força-tarefa para iniciar os serviços de recuperação do Ramal do 59 na próxima quarta-feira (8).
Sócrates Guimarães afirmou ainda que, caso os trabalhos não sejam iniciados na data prevista, estará pessoalmente em Brasiléia na quinta-feira (9) para acompanhar a situação e garantir o início da manutenção.
A expectativa da comunidade agora é que o cronograma anunciado pelo Deracre seja cumprido e que a recuperação do ramal devolva condições seguras de tráfego aos moradores e estudantes que dependem diariamente do ramal.





