
Morreu nesta quinta-feira, 30, a adolescente de 16 anos que havia sido incendiada pelo namorado na cidade de Cobija, capital do Departamento de Pando na Bolívia, em uma tentativa de feminicídio que chocou a região de fronteira com o Acre. A vítima, que teve 95% do corpo queimado, estava em tratamento no Brasil desde o dia 7 de julho.
A adolescente, mãe de um bebê de apenas dois meses, foi atacada na madrugada do dia 5 de julho. Segundo as investigações, ela foi rociada com gasolina e incendiada pelo companheiro, um adolescente de 17 anos, após uma discussão. O suspeito foi apreendido pelas autoridades bolivianas e o Ministério Público pediu a pena máxima para o caso.
Após receber os primeiros atendimentos no Hospital Roberto Galindo Terán, em Cobija, a jovem foi transferida para o Pronto-Socorro de Rio Branco no dia 7 de julho, em razão da gravidade dos ferimentos e da falta de infraestrutura especializada na cidade boliviana. Na sequência, com o apoio do Instituto Inova, de Rio Branco, ela foi encaminhada para Belo Horizonte, onde seria internada no Hospital João XXIII, referência nacional no tratamento de queimaduras.
A mãe da vítima, Olivia Puro, acompanhou a filha durante todo o período de tratamento. A transferência para Belo Horizonte havia sido viabilizada com a expectativa de que a jovem permanecesse em tratamento na unidade por aproximadamente dois meses. Durante a internação, a mãe seria acolhida por uma instituição parceira. No entanto, a adolescente não resistiu às graves lesões sofridas no ataque.
O exame médico-legal realizado ainda na Bolívia já havia apontado a gravidade das queimaduras, que afetaram 95% do corpo da jovem, e previa uma nova avaliação clínica em cinco meses para acompanhar a recuperação e as sequelas permanentes. O crime é investigado pelas autoridades bolivianas e gerou comoção em ambos os lados da fronteira.





