
A produção extrativa de açaí está presente em todos os municípios da microrregião de Cruzeiro do Sul e somou 1.082 toneladas em 2024, segundo boletim do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, com apoio do Sebrae/AC. O desafio, aponta o estudo, está menos no volume e mais na capacidade de conservar e beneficiar o fruto.
Cruzeiro do Sul liderou a extração, com 358 toneladas, seguido por Marechal Thaumaturgo, com 233; Mâncio Lima, com 223; Porto Walter, com 136; e Rodrigues Alves, com 132 toneladas. A participação expressiva dos dois municípios não visitados presencialmente pela pesquisa ajuda a revelar uma cadeia mais ampla do que o circuito alcançado em campo.
O documento chama atenção para a natureza perecível do açaí, que perde valor rapidamente quando coleta, transporte e processamento não estão próximos. Por isso, a oportunidade não se resume ao aumento da produção, pontos de recepção, equipamentos de conservação, processamento da polpa, embalagem e logística refrigerada formam, segundo o estudo, uma única decisão econômica.
O boletim registra, em Cruzeiro do Sul, um processo de nivelamento técnico entre instituições que pode servir de base para protocolos comuns e orientação continuada aos produtores. Esse arranjo é apontado como caminho para melhorar a qualidade e ampliar o valor capturado na região.
Para o Fórum Empresarial, tempo, refrigeração e beneficiamento determinam o valor que fica no território. O estudo sugere que soluções de conservação, inclusive projetos-piloto, sejam tratadas como prioridade para que o açaí do Juruá avance na agregação de valor e no acesso a novos mercados.




