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Acre é o 2º estado com maior proporção de domicílios na pobreza, aponta Ranking de Competitividade

Foto: Internet
Levantamento do CLP com base na PNAD Contínua 2025 mostra que 7,4% dos lares acreanos têm renda de até R$ 218 por pessoa; estado fica à frente apenas do Maranhão (7,6%) e bem distante do Rio Grande do Sul (1,8%), primeiro colocado

Com assessoria 

O Acre aparece na 26ª posição entre as unidades da Federação no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, com 7,4% dos domicílios em situação de pobreza, segundo levantamento elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Entre os estados brasileiros, o Acre fica à frente apenas do Maranhão, que registra 7,6%.

O estudo utiliza dados de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. O indicador considera a proporção de domicílios com renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa, valor utilizado pelo governo federal como referência para a linha de pobreza em 2023.

Posição no ranking nacional

Como o ranking considera mais favorável uma proporção menor de famílias nessa condição, o estado aparece próximo do fim da classificação. O Maranhão ocupa a última posição, com 7,6%. Logo acima do Acre estão Alagoas (25ª colocação, com 5,9%) e Pernambuco (24ª posição, com 5,7%). Outros estados também apresentam percentuais superiores aos das unidades mais bem colocadas: Ceará (5,6%) e Amapá (5,3%).

Na outra ponta, o Rio Grande do Sul ocupa a primeira posição, com 1,8% dos domicílios abaixo da linha da pobreza. Mato Grosso e Minas Gerais aparecem em seguida, ambos com 1,9%. Paraná e Goiás registram 2% e também estão entre os estados com os menores percentuais.

O que o indicador mede

Para esse indicador, o levantamento considera domicílios cuja renda mensal por pessoa é de até R$ 218, parâmetro estabelecido pelo governo federal em 2023 para a linha de pobreza associada ao Bolsa Família. O cálculo leva em conta a renda familiar dividida pelo número de integrantes do domicílio.

É importante destacar que o indicador não deve ser confundido com uma medida de todas as formas de vulnerabilidade social. A renda é um elemento central para avaliar a pobreza, mas não representa sozinha aspectos como acesso a serviços públicos, moradia adequada, saneamento, educação e saúde.

Desafios e caminhos

A diferença entre o Acre e as unidades mais bem colocadas evidencia a distância nos resultados estaduais medidos pelo levantamento. Entretanto, o indicador isolado não explica todas as causasdessas diferenças, que podem envolver fatores relacionados ao mercado de trabalho, à renda, à estrutura produtiva e às políticas públicas.

No caso do Acre, o percentual de 7,4% aponta para um desafio importante na redução da pobreza. A posição no ranking reforça a importância de políticas voltadas à geração de renda, à ampliação das oportunidades de trabalho e ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade.

Ações relacionadas à qualificação profissional, à inclusão produtiva, à proteção social e ao desenvolvimento econômico podem integrar estratégias para melhorar as condições de vida da população. Os resultados, no entanto, dependem da implementação das políticas e de seu acompanhamento ao longo do tempo.

O levantamento do CLP oferece um retrato comparativo da proporção de domicílios abaixo da linha da pobreza, mas não determina, por si só, quais medidas seriam suficientes para alterar a posição do estado.

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