
Um caso de mpox foi confirmado no município de Brasileia, no interior do Acre. A doença, que já registrou óbitos no Brasil nos últimos anos, acende o alerta das autoridades de saúde, embora, até o momento, não haja evidências de transmissão local no estado.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), o paciente teve o diagnóstico confirmado por exame laboratorial e é considerado um caso importado, já que a infecção ocorreu no estado de São Paulo. Ele estava em viagem desde dezembro, período em que pode ter sido exposto ao vírus, e apresentou sintomas cerca de uma semana antes de retornar à região de fronteira.

Atendimento e acompanhamento
Segundo apuração do jornalista Eldson Júnior, junto à administração do Hospital Regional de Brasileia, o paciente deu entrada na unidade no último dia 9. Ele passou por avaliação médica, realizou exames e, como não apresentava necessidade de internação, foi orientado a permanecer em isolamento domiciliar.
Ainda de acordo com o hospital, o caso segue sendo acompanhado de perto pelas equipes de saúde, com monitoramento contínuo e adoção de todos os protocolos estabelecidos.

A gerente de assistência do Hospital Regional do Alto Acre, Luzinete Santos, detalhou como foi realizado o atendimento:
“Foi realizado todo o atendimento conforme o protocolo. Nós temos um fluxo específico em que o paciente não permanece junto com os demais. Ele é encaminhado para um local isolado, onde recebe atendimento adequado.
Foram feitos consulta e exames. Como o paciente não apresentava critérios de internação, ele foi orientado a permanecer em isolamento domiciliar. Também foi agendado o retorno para avaliação dos resultados e novas orientações. Após esse primeiro atendimento, o caso passa a ser monitorado. O CIEVS é informado em tempo real e seguimos todos os protocolos de acompanhamento” afirma a gerente.
Alerta e monitoramento
Apesar da confirmação, a Sesacre informou, por meio de nota, que não há evidências de circulação do vírus no Acre até o momento.
Mesmo assim, o histórico da doença — que já causou mortes em diferentes regiões do país — reforça a necessidade de atenção aos sintomas e da busca imediata por atendimento médico.
A Secretaria destacou ainda que mantém vigilância ativa em todo o território estadual, com monitoramento contínuo e orientação às unidades de saúde para garantir resposta rápida diante de novos casos suspeitos.





