
Um crime de extrema violência registrado na madrugada do dia 29 de março deste ano continua gerando forte repercussão em Brasiléia. O homicídio de Gilson Aparecido Ferreira, de 57 anos, é investigado como crime hediondo, com indícios de tortura e emprego de meio cruel.
De acordo com as investigações, as agressões começaram por volta das 3h30, na Travessa Belém, região central da cidade, nas proximidades da Praça Hugo Poli. A vítima teria sido abordada por dois adolescentes, ambos de 17 anos, que a acusaram de praticar furtos na região e passaram a exigir entorpecentes.
Na sequência, Gilson foi levado à força até a frente de um apartamento de madeira, onde sofreu uma série de agressões com socos, golpes de barra de ferro, pisões e garrafadas. Ainda durante a ação, os suspeitos teriam utilizado cacos de vidro para provocar cortes pelo corpo da vítima.

Mesmo gravemente ferido, o homem foi arrastado por cerca de 34 metros sobre o asfalto até uma área de gramado em frente a um estabelecimento comercial, onde acabou sendo abandonado. Segundo a polícia, no local houve a execução final, com um disparo à queima-roupa nas mãos da vítima, utilizando uma arma artesanal adaptada para calibre .22.
O corpo foi encontrado por volta das 4h16, apresentando múltiplas lesões, incluindo lacerações na cabeça, pescoço e tórax, além de sinais compatíveis com arrasto e ferimentos graves nas mãos e braços.
As investigações apontam que o crime pode ter relação com um suposto “tribunal do crime”, possivelmente ligado a uma facção criminosa. A motivação seria punir a vítima por supostos furtos na região, em uma tentativa de impor medo e servir de exemplo para outros usuários de drogas.

Durante a apuração, a Polícia Civil apreendeu uma arma de pressão adaptada para calibre .22, uma barra de ferro, roupas com vestígios de sangue e aparelhos celulares que passarão por perícia. Imagens de câmeras de segurança também registraram a movimentação dos suspeitos momentos antes do crime.
Um dos adolescentes foi apreendido no dia 30 de abril e confessou participação, sendo apontado como o principal executor das agressões. Ele está à disposição da Vara da Infância e Juventude. O segundo envolvido segue foragido, e as diligências continuam.
O caso é conduzido pela Polícia Civil de Brasiléia, sob responsabilidade do delegado Erick Ferreira Maciel.






