
Homem de 33 anos, que descumpria medida protetiva da própria mãe, foi baleado durante intervenção da PM e morreu após dar entrada no Pronto-Socorro; caso será investigado pela Polícia Civil
Jorge André Almeida da Silva, de 33 anos, detento monitorado por tornozeleira eletrônica, morreu na madrugada deste sábado (1º) após ser baleado durante uma intervenção da Polícia Militar na Travessa Paraíba, no bairro Alto Alegre, em Rio Branco. Segundo a corporação, o homem teria avançado contra um policial militar armado com duas facas durante uma ocorrência de violência doméstica na residência da própria mãe.
Conforme as informações apuradas, a Polícia Militar foi acionada pela proprietária do imóvel, que informou possuir uma medida protetiva em desfavor do filho. Conforme o relato, Jorge André invadiu a residência e passou a quebrar móveis e outros objetos, provocando pânico entre os familiares.

Ao chegar ao local, a guarnição encontrou o suspeito em estado de forte agressividade. Ainda segundo a PM, os policiais tentaram conter a situação utilizando instrumentos de menor potencial ofensivo, entre eles uma arma de incapacitação elétrica (Taser) e um bastão, porém as tentativas não surtiram efeito.
Na sequência, Jorge André teria se armado com duas facas e investido contra um sargento da equipe, tentando golpeá-lo. Diante da ameaça, os policiais efetuaram três disparos, que atingiram o homem no tórax, na axila esquerda e na região da virilha.
Uma equipe de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou os primeiros socorros ainda no local. A vítima foi encaminhada em estado gravíssimo ao Pronto-Socorro de Rio Branco, passou por atendimento médico e foi levada ao centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.
A mãe da vítima informou às autoridades que o filho enfrentava transtornos psicológicos e era usuário de entorpecentes.
Após a ocorrência, a área foi isolada para os trabalhos da perícia criminal. Concluídos os procedimentos legais no hospital, o corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido aos exames cadavéricos.
A intervenção policial será investigada pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil. Posteriormente, o inquérito será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.





