
Durante seu discurso na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira, 7, o deputado Emerson Jarude (Novo) cobrou maior transparência na gestão do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) e manifestou preocupações acerca de um projeto de lei relacionado à Polícia Civil.
O deputado enfatizou que o debate sobre os ramais do estado não deve ser algo temporário, mas sim permanente, dada a importância da infraestrutura para os produtores rurais. Jarude destacou a preocupação dos produtores com a situação política do estado, mencionando um áudio onde se discutia a retirada de recursos do Deracre.
O parlamentar também citou a recente saída da ex-presidente do órgão, que alegou “falta de condições de trabalho”. Para o deputado, é fundamental que o governo esclareça quais condições seriam essas, destacando que essa incerteza afeta diretamente os produtores, que são os maiores beneficiados ou prejudicados pela gestão do órgão. “Eles são os grandes beneficiados ou prejudicados com a boa ou ruim administração do Deracre”, afirmou Jarude.
Alerta sobre o projeto da Polícia Civil.
Além da questão do Deracre, o deputado expressou preocupação com um projeto de lei referente à Polícia Civil, que cria um “Instituto de Remanejamento”. Jarude argumenta que o projeto pode causar uma crise interna na corporação, ao diferenciar “remoção” de “remanejamento”.
Segundo o parlamentar, a “remoção” ocorre independentemente da mudança de cidade ou departamento do servidor, podendo ocorrer inclusive dentro do próprio prédio. No entanto, o novo instituto permitiria que mudanças fossem classificadas como “remanejamento”, o que, para Jarude, pode ser utilizado de forma indevida contra servidores, causando prejuízos à independência da Polícia Civil.
O deputado finalizou afirmando que é fundamental que o debate sobre o projeto inclua a participação dos próprios policiais civis, garantindo que suas opiniões sejam consideradas antes da aprovação da medida.





