
Após um derramamento de cerca de 15 mil litros de óleo diesel na tarde da última sexta-feira (24) no Rio Tarauacá, no município de Jordão, no interior do Acre, o Ministério Público do estado instaurou um inquérito civil para apurar as circunstâncias do acidente.
O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) do MP-AC vai investigar a extensão do dano ambiental, além de possíveis responsabilidades no caso. “O MPAC considerou o potencial risco de contaminação do ecossistema aquático, com impactos à biodiversidade, à qualidade da água e às comunidades ribeirinhas e indígenas que dependem diretamente do Rio Tarauacá, incluindo o povo Huni Kuĩ”, disse ao portal oficial do órgão a promotora Manuela Canuto.
Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a balsa estava atracada no porto da cidade e afundou com uma enchente que provocou a elevação do nível do manancial. Equipes técnicas de órgãos ambientais foram mobilizadas para avaliar os danos e os impactos na região.
A prefeitura do município também divulgou um comunicado orientando os moradores a não consumirem nem utilizarem a água do rio.
Conforme a Sema, a operação conta com a instalação de barreiras para tentar conter o avanço do material no leito do rio, a fim de evitar que ele chegue ao trecho que passa pela cidade de Tarauacá. Segundo a coordenadora da Defesa Civil de Jordão, Maria José Feitoza, as contenções tiveram que ser instaladas no município.
“Não foi montado barreiras aqui [no trecho do Jordão] porque o rio estava com nível elevado e correndo muito. O óleo já baixou todo, desceu rio abaixo”, explicou.
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Óleo se espalhou após naufrágio
Imagens feitas por um morador mostra o combustível descendo pela correnteza do rio. Nos registros, o homem relata que a embarcação ficou inclinada antes de virar e que o óleo teria se espalhado pela água.
“Quem quiser óleo diesel é só ir pra beira do rio com uma lata, porque tem muito óleo diesel”, relata ele no vídeo.

Com informações G1/Acre





