
Erick Garcia, 17, e Carlos Rodrigues, 43, são figuras conhecidas no futebol acreano não pelas suas atuações com as bolas nos pés, mas sim pelas bolas não mãos e a velocidade. Os dois são gandulas nas partidas das competições organizadas pela Federação de Futebol do Acre(FFAC).
Prestação de serviço
Ao contrário de muitos estados brasileiros onde os gandulas são funcionários das federações e recebem em torno de R$ 1.836,97 por mês com um teto de R$ 2.197,73, no Acre os gandulas são prestadores de serviços e recebem R$ 60,00 por rodada. O valor mensal depende do número de jogos realizados.“Os gandulas do nosso futebol recebem por Microempreendedor Individual(MEI). Ao fim de cada rodada os pagamentos são realizados”, explicou o diretor financeiro da FFAC, Jucelino Thomé.

Paixão e trabalho
Carlos Rodrigues trabalha como mototaxista e ser gandula é somente por satisfação. “Gosto de trabalhar na Arena e no Florestão. Isso não é um trabalho, é um lazer e também serve para me tirar da rotina estressante do trânsito de Rio Branco”, disse Carlos Rodrigues.

Erick Garcia também tem a profissão como uma diversão, mas o dinheiro ajuda. “Não tenho uma fonte de renda e como gandula posso ajudar em casa e ainda ficar com algum dinheiro. Futebol é uma diversão”, declarou o jovem.
Origem
O termo “gandula” surgiu em 1939. Na época, o Vasco da Gama contratou um atacante argentino chamado Bernardo Gandulla, porém esse jogador não se adaptou ao time e ficava apenas no banco de reservas. Para tentar mostrar utilidade ao seu clube, ele sempre corria e pegava as bolas que saíam do campo, até mesmo as do adversário, assim, esse jogador tornou-se simpático perante a torcida e, quando ele foi embora, o termo “gandula” continuou a ser usado para designar os repositores de bolas.





