Quase 700 casas rurais são destinadas ao Acre; Alto Acre está entre os beneficiados

Cidades de Acrelândia, Brasiléia, Bujari e Rio Branco devem receber 70 moradias cada — Foto: Foto: Assis Lima

O Acre vai receber 689 novas unidades habitacionais rurais pelo programa Minha Casa, Minha Vida em 2026. O anúncio dos beneficiários foi feito por meio de portaria do Ministério das Cidades (MCid), nessa quarta-feira (17), no Diário Oficial da União (DOU), que atualizou a previsão de propostas selecionadas e divulgou a nova lista com moradias por município.

O programa estipula tanto a construção de novas casas quanto melhorias em residências já existentes nas áreas rurais. No caso do Acre, as 689 unidades representam 1,39% da meta nacional de 100% de agricultores familiares e trabalhadores rurais com moradia digna.

Segundo o Ministério das Cidades, os municípios de Acrelândia, Brasiléia e Bujari, no interior do Acre, além da capital, Rio Branco, devem receber cerca de 70 unidades habitacionais cada. (Confira a lista completa de cidades mais abaixo)

Os valores repassados variam de acordo com o tipo de intervenção (construção ou reforma). Entre os critérios, estão: atendimento a comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e assentados da reforma agrária, além de municípios com maior déficit habitacional ou inadequação sanitária.

Ainda segundo o MCid, na região Norte, o programa vai contemplar 13.084 moradias, equivalente a 26,17% da meta nacional. O Pará tem o maior número de unidades (6.321), seguido do Amazonas (3.247) e Roraima (1.208). Além disso, outros estados da região devem beneficar até 700 casas.

As unidades devem ser divididas da seguinte forma:

  • Acrelândia: 70 moradias;
  • Assis Brasil: 50 residências;
  • Brasiléia: 70 domicílios;
  • Bujari: 70 habitações;
  • Cruzeiro do Sul: 20 lares;
  • Jordão: 50 moradias;
  • Marechal Thaumaturgo: 30 imóveis residenciais;
  • Porto Acre: 50 casas;
  • Porto Walter: 50 moradas;
  • Rio Branco: 70 residências familiares;
  • Sena Madureira: 50 domicílios;
  • Senador Guiomard: 59 lares;
  • Tarauacá: 50 unidades de moradia.

Como funciona?

Quando as famílias são selecionadas, elas recebem os recursos financeiros para a compra de materiais de construção e para a mão de obra necessária para construir ou reformar casas em propriedades rurais.

Conforme o MCid, esses recursos são disponibilizados na forma de subsídios ou como financiamento, de acordo com a faixa que a família se enquadra.

Para os que recebem subsídio, será necessário pagar cerca de 1% do valor da construção ou reforma da moradia no momento de assinar o contrato.

Já o valor do subsídio pode variar dependendo da localização da propriedade e até da renda da família beneficiada. No geral, podem participar do Minha Casa, Minha Vida rural agricultores e trabalhadores rurais com renda familiar bruta anual de até R$ 96 mil.

No ano passado, O Acre recebeu cerca de 418 novas unidades habitacionais pelo MCMV Rural. Ao todo, 30 mil unidades habitacionais foram construidas, distribuídas de acordo com o déficit habitacional, inadequação sanitária e população de comunidades tradicionais.

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