
A comercialização de castanha segue como uma das principais atividades econômicas da região de Epitaciolândia, especialmente durante o período de safra. O negociador Evandro Silva, que atua há décadas no setor, afirma que o produto continua sendo fonte de renda para muitas famílias, apesar das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da cadeia produtiva.
Segundo ele, o preço pago atualmente gira em torno de R$ 60 por lata, podendo chegar a R$ 63 em compras maiores. No entanto, Evandro destaca a falta de padronização nos valores e a ausência de uma política de incentivo mais consistente. “A gente trabalha sem saber o preço do outro. Falta apoio e garantia de compra”, relata. A produção comercializada na região vem principalmente de áreas de fronteira, envolvendo castanha oriunda do Brasil, Bolívia e Peru.

A dinâmica do setor envolve a compra direta de produtores locais, especialmente de municípios como Brasiléia e regiões próximas, além da chegada de carregamentos vindos de outras partes do estado. Durante a safra, o volume pode alcançar cerca de 10 carretas comercializadas, o que demonstra a relevância econômica da atividade.
Outro fator determinante para a produção é o clima. De acordo com Evandro, períodos chuvosos favorecem diretamente a safra, garantindo maior oferta do produto. “Se tiver inverno bom, tem castanha. Se for verão forte, não produz”, explica. Neste ano, as chuvas prolongadas têm contribuído para uma safra mais duradoura, mantendo o mercado ativo mesmo após o período tradicional. As condições climáticas influenciam diretamente a produção e a oferta de castanha na região amazônica.
Por Por Wanglézio Braga, Acre+





