Mulher que teve braços esmagados em acidente na zona rural de Assis Brasil sofre amputação

Foto: Reprodução

Maria Conceição, de 49 anos, ficou cerca de 2 horas sob a caçamba de um caminhão e, segundo a família, ainda esperou mais de 2 horas por uma ambulância

Maria Conceição Lopes dos Santos, de 49 anos, sobreviveu a um grave acidente no Ramal do Icuriã, em Assis Brasil, mas deixou o hospital com consequências que mudaram completamente sua vida. Após passar cerca de duas horas presa sob a caçamba de um caminhão, ela precisou ser retirada dos destroços e iniciar uma nova corrida contra o tempo em busca de atendimento especializado. Ao final do percurso, teve os dois braços amputados.

A família agora cobra esclarecimentos sobre o atendimento prestado à paciente e, principalmente, sobre a demora para conseguir uma ambulância para a transferência.

Segundo Arquilene Santos, irmã de Maria, após receber os primeiros cuidados no hospital de Assis Brasil, a paciente teria permanecido por mais de duas horas aguardando uma ambulância.

“É por falta de uma ambulância que está acontecendo o que está acontecendo com a minha irmã agora”, afirmou.

Segundo a família, a transferência só teria sido viabilizada após a intervenção de outras pessoas. Maria deixou Assis Brasil, mas não seguiu diretamente para Rio Branco. A paciente passou primeiro por Brasiléia, onde, segundo a irmã, precisou ser novamente estabilizada antes de continuar a viagem até a capital.

“Eles tinham que estabilizar minha irmã e mandar direto para Rio Branco. Chegou em Brasiléia, tiveram que estabilizar de novo para poder mandar”, relatou Arquilene.

Somente depois desse percurso Maria chegou ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permanece em tratamento.

Foto: Reprodução

A família não afirma que a demora para conseguir a ambulância tenha sido a causa direta das amputações. O que os parentes querem saber é se todos os procedimentos adotados no atendimento e na transferência foram adequados diante da gravidade dos ferimentos.

Para Arquilene, a situação também expõe uma dificuldade que, segundo ela, já teria sido relatada por outros moradores de Assis Brasil.

“Não é a primeira vez. Muita gente está reclamando desse hospital porque a gente chega em uma emergência, em uma urgência, e não tem uma ambulância”, disse.

Agora, além de acompanhar a recuperação de Maria, os familiares pretendem entender cada etapa do atendimento: o período em que ela permaneceu aguardando transporte, a passagem por Brasiléia e as condições em que finalmente chegou a Rio Branco.

A família espera que os responsáveis pelos serviços de saúde esclareçam o que ocorreu e se todos os protocolos foram cumpridos durante o atendimento e a transferência da paciente.

A tragédia começou no Ramal do Icuriã, onde Maria ficou presa por cerca de duas horas sob a estrutura do caminhão. A luta, porém, continuou depois que ela foi retirada dos destroços. Aos 49 anos, ela agora enfrenta uma nova realidade e precisa se adaptar às consequências permanentes do acidente.

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