Mãe denuncia agressão contra filho com TDAH em escola no Acre e cobra justiça

Foto: captura/Cedida

A mãe de um estudante de 10 anos denunciou uma suposta agressão sofrida pelo filho dentro da Escola Estadual Ilka Maria de Lima, no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco. Mais de dois meses após o episódio, ocorrido em 24 de junho, ela afirma que o caso ainda não teve uma resposta satisfatória e decidiu transferir o menino de escola nesta quinta-feira (4). Consultada pelo ac24horas, a Secretaria de Estado de Educação do Acre afirmou que, por não se tratar de servidor do quadro do Estado, não cabe à pasta a instauração de procedimento administrativo disciplinar contra o profissional e a ocorrência foi encaminhada às autoridades competentes para as providências pertinentes.

O caso foi registrado no Boletim de Ocorrência nº 00050849/2026-A02 como lesão corporal dolosa. O procedimento contém os depoimentos da criança, da mãe e do funcionário apontado como suposto agressor, além de imagens do circuito interno da escola e um laudo médico do estudante.

Em entrevista ao ac24horas, a mãe, Katerini Gabriele Lima Tavares, cobrou providências e afirmou que o filho passou a enfrentar dificuldades para retornar à escola após o episódio. “Eu quero justiça, porque o diretor e o agressor estão vivendo de boa. Meu filho tem laudo, tem Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ele está em investigação de dislexia e não quer ir para aula. Eu troquei ele de escola hoje por conta disso. Na escola ficam pressionando ele, dizendo que ele está mentindo, que ele está inventando, ele chega em casa chorando. E eu quero justiça, e nada foi feito, nada. Registrei o BO dia 24 de junho, hoje é 4 de setembro e nada foi feito, nada”, afirmou.

Criança relatou ter sido arrastada e recebido um tapa

O episódio ocorreu no horário da refeição escolar. Em depoimento prestado à Polícia Civil no dia 25 de junho, o menino relatou que estava sentado no refeitório com outros colegas quando houve uma situação envolvendo outro aluno.

Segundo o termo de informação, o estudante afirmou que o inspetor Paulo Roberto Magalhães Ferrari determinou que um outro aluno deixasse o local e, em seguida, teria retirado Davi de forma violenta. “Quanto a ele, o arrastou para a sala de coordenação de modo violento e ainda lhe deu um tapa na região torácica”, registra o depoimento da criança.

O menino também relatou que chegou em casa chorando e contou o que havia acontecido ao irmão mais velho, que entrou em contato com a mãe. A Polícia Militar foi acionada posteriormente.

No atendimento à ocorrência, a mãe apresentou aos policiais uma fotografia que mostraria uma vermelhidão na região do tórax do filho. No entanto, segundo o boletim, quando a guarnição verificou a criança, a vermelhidão já não estava mais visível.

Câmeras registraram contato físico, mas não o suposto tapa

Os policiais também analisaram imagens do circuito interno de segurança da escola.

Segundo o boletim de ocorrência, as gravações mostram o estudante durante a fila do almoço e o funcionário tentando reposicioná-lo e conduzi-lo. A polícia registrou que houve contato físico entre o funcionário e a criança durante a condução até a coordenação. Entretanto, de acordo com o relato da Polícia Militar, a suposta agressão narrada pela criança não foi visualizada nas imagens analisadas pela guarnição.

Com informações Ac24horas

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