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Acre registra 877 focos de queimadas em setembro, alta de 80% em relação a agosto

Foto: Reprodução
Feijó e Tarauacá concentram 36,3% das ocorrências do mês; estado soma 1.461 focos em 2026, com 93,4% deles registrados apenas em agosto e setembro

Com informações do Inpe

Setembro se consolida como mês com maior número de focos de calor no Acre em 2026, aponta Inpe

O mês de setembro chegou ao fim no Acre com o registro de 877 focos de calor, segundo o Banco de Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa uma alta de 80% em relação a agosto, quando foram registradas 487 ocorrências. Setembro também passou a ser, com ampla diferença, o mês com maior número de focos no estado em 2026.

Os dados do fechamento mensal mostram que a aceleração observada ao longo de setembro foi ainda maior do que indicava o balanço divulgado até o dia 25, quando o Acre acumulava 771 focos. Nos cinco últimos dias do mês, foram acrescentadas 106 novas detecções.

Com o resultado de setembro, o Acre chegou a 1.461 focos de calor entre janeiro e setembro de 2026. Assim, o último mês respondeu por 60% de todas as ocorrências registradas no estado ao longo do ano.

Evolução mensal

A diferença em relação aos meses anteriores é expressiva. Depois de registros muito baixos no primeiro semestre, a série começou a subir em julho, com 56 focos, saltou para 487 em agosto e atingiu 877 em setembro.

Concentração municipal

A distribuição municipal reforça a concentração das queimadas em algumas regiões do estado. Feijó liderou o número de focos em setembro, com 165 ocorrências, seguido por Tarauacá, com 153.

Na sequência aparecem Rio Branco, com 84 focos; Sena Madureira, com 72; Manoel Urbano, com 53; e Cruzeiro do Sul, com 47.

Somados, Feijó e Tarauacá tiveram 318 focos em setembro, o equivalente a 36,3% de todas as ocorrências registradas no Acre durante o mês.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a setembro, Feijó também permanece na liderança estadual, com 346 focos, seguido por Tarauacá, com 244. Os dois municípios somam 590 ocorrências, correspondentes a 40,4% do total registrado no estado em 2026.

O fechamento confirma a mudança de patamar observada no período de estiagem. Dos 1.461 focos registrados no Acre entre janeiro e setembro, 1.364 ocorreram apenas em agosto e setembro, o equivalente a 93,4% do total.

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