
Os motoristas de Rio Branco enfrentam um novo aumento no preço da gasolina, que chegou a uma média de R$ 7,26 por litro na semana de 4 a 10 de outubro de 2026, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse valor é superior à média nacional, que ficou em R$ 6,54 por litro no mesmo período, representando uma diferença de R$ 0,72, ou cerca de 11% a mais em relação ao preço médio do Brasil.
Para um abastecimento de 50 litros, o custo em Rio Branco é de aproximadamente R$ 363. Em comparação, o mesmo volume de combustível custaria cerca de R$ 327 na média do restante do país, resultando em uma diferença de R$ 36.
Na semana anterior, o preço da gasolina comum era de R$ 7,25 por litro, refletindo um aumento de R$ 0,01, equivalente a 0,14%. A ANP realizou a pesquisa levando em consideração 12 postos de combustíveis em Rio Branco, destacando que os preços podem variar entre os estabelecimentos.
Fatores que influenciam o preço da gasolina
O preço final da gasolina é afetado por diversos fatores, incluindo o custo de aquisição do combustível, tributos, despesas de distribuição e revenda, além dos custos relacionados à mistura obrigatória de biocombustíveis. Em uma análise publicada pelo UOL em setembro de 2026, o economista Eric Gil Dantas, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), apontou que as distribuidoras e postos têm elevado suas margens de lucro, especialmente em meio à instabilidade do mercado, como a guerra no Irã.
Outra análise do economista Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), relacionou a formação dos preços à privatização da BR Distribuidora, que limitou a influência da Petrobras na cadeia de distribuição. Montalvão destacou que tal mudança impactou a formação dos preços, embora a análise não se refira especificamente aos postos de Rio Branco.
Gastos mensais dos motoristas
O impacto financeiro no bolso dos motoristas varia conforme a frequência de abastecimento. Para aqueles que enchem o tanque com 50 litros duas vezes por mês, o gasto total pode chegar a R$ 726, considerando o preço médio de R$ 7,26 por litro. Se o motorista abastecer quatro vezes no mês, o total gasto pode ser de R$ 1.452. Esses valores são estimativas baseadas no preço médio e podem oscilar de acordo com os preços cobrados em cada posto.
Diante das variações de preços, é recomendável que os motoristas comparem os valores em diferentes estabelecimentos antes de abastecer. A ANP disponibiliza levantamentos periódicos que ajudam a monitorar as flutuações nos preços dos combustíveis em diversas localidades do Brasil.
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