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Dia de Finados reúne famílias em homenagens e movimenta comércio em Brasiléia e Epitaciolândia

Foto: Eldson Júnior

Cemitérios receberam visitantes durante todo o dia, enquanto comerciantes aproveitaram o fluxo de pessoas para garantir uma renda extra

O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), foi marcado por momentos de fé, saudade e homenagens nos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, no interior do Acre. Desde as primeiras horas da manhã, famílias começaram a chegar aos cemitérios São João Batista, em Brasiléia, e São Sebastião, em Epitaciolândia, para visitar os túmulos de parentes e amigos que já partiram.

A data representa um momento especial para quem mantém a tradição de visitar os entes queridos, levar flores, acender velas e fazer orações. Para muitos visitantes, estar no cemitério é uma maneira de recordar histórias e manter viva a memória de pessoas que fizeram parte de suas vidas.

Foto: Eldson Júnior

A aposentada Maria Américo explicou que a visita é motivada principalmente pela saudade de quem já morreu.

“É uma forma de matar um pouquinho da saudade. A gente vem visitar porque sente falta dessas pessoas que já partiram. Infelizmente, não podemos mais vê-las, mas podemos vir até aqui, prestar nossas homenagens e manter viva a lembrança de cada uma delas”, relatou.

Foto: Eldson Júnior

Comércio também movimenta a data

Além das homenagens, o Dia de Finados também movimentou o comércio nas proximidades dos cemitérios. Vendedores aproveitaram o grande fluxo de visitantes para comercializar plantas, flores artificiais, velas e alimentos, transformando o feriado em uma oportunidade de renda extra.

A vendedora de plantas Francieuza Pereira, do Ateliê das Plantas, participa da feira pelo segundo ano consecutivo e destacou que o movimento costuma aumentar ao longo do dia.

“A venda melhora. É tipo os eventos, né? São o extra, digamos assim. Aqui a gente tá vendendo só plantas, né? Mas aí tem as meninas que vendem flores de plástico, vela, alimentação também. É. Vale. É um extra, né? Aproveitar um feriado e vender.”

A movimentação também contou com a presença de comerciantes bolivianos, reforçando a integração econômica entre os dois países na região de fronteira.

Foto: Eldson Júnior

É o caso de Graziela Julian, que trabalha há aproximadamente 20 anos com a venda de velas durante o Dia de Finados. Segundo ela, participar da feira já faz parte de sua rotina anual e, mesmo quando o movimento começa devagar, a atividade costuma compensar.

“Todos os anos eu venho vender aqui no Brasil, principalmente velas. Sempre vende, bem ou mal, compensa. Já trabalho com isso há cerca de 20 anos. Eu vendo velas e outros produtos. Sempre venho ao cemitério também. É uma oportunidade de vender mais aqui”, relatou.

Para quem está começando na atividade, a data também representa uma oportunidade de ampliar a renda. O vendedor Marcos da Silva contou que iniciou as vendas neste ano e comemorou a melhora no movimento.

“Graças a Deus, as vendas estão melhorando. No começo, o movimento estava um pouco parado, mas agora está aumentando. Com o sol esquentando e a movimentação de pessoas, a procura também melhora. Eu comecei a trabalhar com vendas aqui neste ano e, graças a Deus, está dando certo”, afirmou.

A movimentação foi intensa durante todo o dia nos cemitérios São João Batista, em Brasiléia, e São Sebastião, em Epitaciolândia. Nos dois municípios, também foram realizadas missas e momentos de oração, reunindo famílias em uma data marcada pela fé, pela saudade e pelas lembranças de quem já partiu.

Foto: Eldson Júnior

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