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Desatualização da pauta do boi mantém Acre atrativo para compra de bezerro

Saída de bezerros do Acre avança em 2025 e confirma atratividade do mercado mesmo com pauta fiscal elevada – Foto: Foto Reprodução

Existe um descompasso entre o preço praticado no mercado do boi no Acre e a atualização do preço de pauta por parte do Governo do Estado. De acordo com o Diário Oficial, a última atualização feita no preço de pauta foi em outubro de 2025. Há mais de um ano.

Com um agravante, mesmo que modestamente, o preço da arroba praticado no Acre tem mantido ou estabilidade ou tendência de alta. E quem afirma isto é a própria Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, na última edição do Boletim Técnico, de agosto de 2026. “As cotações da arroba bovina mantiveram trajetória de alta ao longo de julho, com forte aceleração em meados de agosto. O movimento culminou no alcance dos maiores patamares de preço, sustentados até o início de setembro”.

A consequência disso é a permanência do Acre como um pólo de atração de compras de bezerros. Mais recentemente, as fêmeas também têm sido procuradas. E há uma razão monetária para isso. Em Rondônia, a vaca acima de 36 meses está sendo pautada a R$ 4,38 mil. No Acre, a pauta é de R$ 2 mil, praticamente, de acordo com profissionais que atuam na área. A defasagem no preço da pauta é atrativo para os atravessadores. A vaca gorda, em Rondônia, tem preço de pauta de R$ 3.348,00. No Acre, a pauta é de R$ 3.050,00 (ver tabela).

A lógica do Governo do Acre é manter defasagem, em comparação com o mercado rondoniense para tornar o estado atrativo e dar vazão à produção de bezerros e vacas, sob o argumento de que a indústria local não consegue absorver integralmente a produção. Com mais animais no pasto, isso impactaria no preço da arroba ainda mais e prejudicaria o pecuarista.

Nem a secretaria de Estado de Fazenda do Acre e nem a de Rondônia estabelecem atualizações periódicas. Essas atualizações ocorrem por meio de instruções normativas e de acordo com a conveniência que os governos entendem ser necessária intervir no mercado.

Para representantes da indústria local, eles entendem como “um descaso” do Governo do Acre com o setor. As duas últimas atualizações da pauta do Acre aconteceram em julho e em outubro do ano passado. Eles entendem que essa atualização poderia ser periódica. “Bimensal ou trimestralmente”, sugerem.

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