Pais atípicos cobram mais apoio durante caminhada pelo autismo em Brasiléia

Foto: Eldson Júnior

Durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, uma caminhada realizada nesta terça-feira, 07, em Brasiléia reuniu moradores, professores, alunos e servidores em um ato de sensibilização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A mobilização foi organizada pela Prefeitura e percorreu ruas da cidade levando mensagens de respeito, inclusão e informação.

Entre os participantes, pais atípicos aproveitaram o momento para chamar atenção às dificuldades enfrentadas no dia a dia, especialmente no acesso a serviços de saúde e educação.

Foto: Eldson Júnior

A pescadora Maísa Silva, mãe de uma criança autista, relata que a rede pública ainda enfrenta limitações para atender à demanda. Segundo ela, há escassez de profissionais e demora no acesso a terapias e consultas especializadas.

“Hoje está com um mediador para 4, 6 alunos e não dá conta, né? E falta terapia, a lista é muito grande, a lista de espera para o retorno neuro. A gente está passando por muita dificuldade e a gente pede ajuda para as crianças e para as mães também, porque a gente sofre muito aqui no município”, afirmou.

Entre os principais desafios apontados pelas famílias estão a falta de acompanhamento especializado e a limitação na oferta de terapias. Atualmente, o município conta com um centro de atendimento mantido pela prefeitura.

Foto: Eldson Júnior

O secretário municipal de Saúde, Francelio Barbosa, destacou que o serviço atende mais de 150 crianças por meio do centro “Meu Mundo”.

“Hoje nós temos o Meu Mundo com mais de 150 crianças atendidas, cada criança com dois terapias”, disse.

Foto: Eldson Júnior

Na área da educação, as demandas também envolvem a necessidade de maior suporte dentro das escolas. A secretária municipal de Educação, Raiza Dias, afirmou que o município busca atender os alunos dentro das condições disponíveis.

“Nós, enquanto prefeitura, especialmente enquanto Secretaria de Educação, estamos fazendo todos os atendimentos essenciais básicos em nossas instituições de ensino buscando contemplar sempre as necessidades de cada criança”, destacou.

Foto: Eldson Júnior

Além das questões estruturais, o preconceito ainda é um desafio enfrentado por muitas famílias. A doméstica Edineia dos Santos ressaltou a importância da informação para combater julgamentos equivocados.

“Muitas pessoas acham que é falta de disciplina, que a criança é mal criada. É importante conhecer e conviver para entender que não é fácil. Ser mãe atípica hoje em dia é difícil”, relatou.

A caminhada também reforçou a importância do diagnóstico precoce e do acesso a serviços especializados, além de dar visibilidade às demandas das famílias que convivem com o autismo no município.

Foto: Eldson Júnior
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