
Um homem identificado como João Reis, de 61 anos, foi localizado após passar mais de dois dias perdido em uma área de mata na zona rural de Brasiléia, no interior do Acre. Ele havia saído de casa para buscar carvão, mas acabou se desorientando e não retornou.
De acordo com informações, o caso aconteceu em um ramal localizado no km 50 da BR-317, sentido Assis Brasil. João Reis entrou na mata por volta das 9h30 da manhã de domingo, o que gerou preocupação entre familiares, que acionaram o Corpo de Bombeiros.
Equipes foram deslocadas até o local e, ao chegarem, encontraram cerca de 30 pessoas, entre familiares e moradores, que já realizavam buscas de forma espontânea. A partir disso, os militares organizaram a operação, dividindo as áreas e iniciando varreduras em regiões de mata fechada e também de campo aberto.

Durante as buscas, foram identificados indícios que apontavam o possível deslocamento do homem, como pegadas e um local que pode ter sido utilizado para pernoite.

Segundo o comandante do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros, tenente Jonas Oliveira, o homem foi encontrado na manhã seguinte, apresentando sinais de desidratação, mas consciente.
“Ele estava bastante desidratado, mas lúcido e consciente. A gente orienta que as pessoas evitem entrar sozinhas em áreas de mata, informem o trajeto e levem meios de comunicação, para evitar esse tipo de situação”, destacou.

Após ser localizado, João Reis foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros, recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado ao Hospital Regional do Alto Acre. No entanto, devido à indisponibilidade de leitos, ele acabou sendo levado pela família para o hospital de Cobija, na Bolívia.
O que diz a direção do hospital

O gerente-geral do hospital, Janildo Bezerra, explicou que, mesmo que o Pronto-Socorro (PS) esteja com todos os leitos ocupados no momento da chegada de um paciente, nenhum atendimento deixa de ser realizado.
Segundo ele, nesses casos, a equipe faz o remanejamento de pacientes em estado mais estável para outros setores, garantindo assistência a quem precisa. “Nenhum paciente é devolvido ou deixado de atender por falta de leito no PS”, destacou.
Ainda de acordo com o gerente, situações de superlotação são pontuais e costumam ser resolvidas rapidamente, em questão de minutos, com reorganização interna.
Janildo Bezerra também ressaltou que qualquer decisão diferente desse protocolo não parte de orientação oficial da unidade, podendo se tratar de uma conduta isolada.



















