Safra de cana cresce no Brasil e Norte registra avanço na produção

Zarc da cana-de-açúcar passa por atualização e redefine áreas aptas e períodos de plantio no país. Foto: Reprodução

O Brasil iniciou, em abril, o ciclo 2026/27 da cana-de-açúcar com expectativa de crescimento na produção nacional. Segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher 709,1 milhões de toneladas, alta de 5,3% em relação à safra anterior, consolidando uma das maiores produções da série histórica.

Na região Norte, embora a área colhida apresente leve redução de 0,5%, estimada em 52,7 mil hectares, o desempenho das lavouras deve compensar a queda. A produtividade média está projetada em 78.763 kg por hectare, um avanço de 10,2%, o que deve resultar em uma produção total de aproximadamente 4,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar — crescimento de 9,7% em relação ao ciclo 2025/26.

O avanço é atribuído principalmente às condições climáticas favoráveis observadas ao longo de 2025, com boas chuvas e temperaturas elevadas, que beneficiaram o desenvolvimento inicial das lavouras. Esse cenário tem impacto direto na recuperação das socas e no vigor dos canaviais.

Entre os estados da região, o Tocantins se destaca com crescimento expressivo. A produção deve saltar de 1,95 milhão para 2,33 milhões de toneladas, avanço de 19,4%, impulsionado por um aumento significativo na produtividade. Pará também apresenta leve alta, enquanto o Amazonas segue com retração na produção.

Além da cana, a região Norte vem ampliando sua participação na produção de etanol. A estimativa para a safra 2026/27 é de 257,1 mil metros cúbicos do biocombustível, crescimento de 12,1% em relação ao ciclo anterior. O Tocantins lidera esse avanço, com aumento de 17,5% na produção.

Apesar de ainda representar uma fatia menor no cenário nacional, com participação conjunta com o Nordeste em torno de 9% da produção de etanol, o Norte tem ampliado seu potencial produtivo nos últimos anos, favorecido pelas condições climáticas e pela expansão gradual da cultura.

No cenário nacional, a expectativa também é de aumento na produção de biocombustíveis, especialmente o etanol, enquanto a produção de açúcar deve ter leve redução. O movimento reforça a estratégia do setor sucroenergético em atender à demanda por energia renovável e consolidar o Brasil como referência global tanto na produção de açúcar quanto de combustíveis limpos.

Com informações Ac24agro

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