Agressão a policiais militares em Cruzeiro do Sul envolveu mãe e filha e menor de idade

Foto: Captura

O caso da agressão a Policiais Militares em Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira, 10, envolveu Antônia Natiele Almeida da Silva, de 19 anos, a mãe dela, Francisca Luiza Oliveira de Almeida, de 44 e um irmão da acusada ,de 16 anos. As duas foram presas e o menor apreendido após eles agredirem os Policiais Militares com tijolo, cadeiras e capacete. O caso aconteceu no bairro da Cohab e foi registrado em vídeos amplamente divulgados em redes sociais.

De acordo com o Boletim de Ocorrência a Polícia Militar estava em patrulhamento pela Rua Hermógenes Martins quando avistou Natiele trafegando em uma motocicleta com calçado que não firmava aos pés e capacete com viseira aberta, além de terrealizado a conversão sem sinalizar e sem ter a devida atenção e cuidados ao trânsito.

A guarnição, então, decidiu abordar para orientá-la quanto ao uso inadequado tanto do calçado quanto do capacete e também pela falta de atenção ao trânsito e deu sinal sonoro para que a condutora parasse a motocicleta,momento em que esta tentou se evadir da guarnição, acelerando a motocicleta e convergindo pela contramão. A guarnição continuava a sinalizar para que ela parasse, mas a mesma continuava a acelerar e realizar ultrapassagens perigosas, chegando a colidir em uma motocicleta que estava estacionada em viapública, mas manteve o equilíbrio e continuou a fuga. De acordo com o BO, ela entrou em uma via na contramão, quase atropelando pedestres que por ali trafegavam, cruzou ruas sem reduzir ou parar, botando em risco a própria segurança e de terceiros, largou a moto e tentou correr para dentro de sua casa. A guarnição deu voz de parada, que não foi obedecida e ela tentou se trancar dentro de casa, onde também funciona um bar, mas foi impedida pela guarnição.

Quando a mãe dela, viu a equipe policial, de acordo com o BO, proferiu fala racista contra um PM. “lá vem aquele negrinho imundo”. Ao mesmo tempo em que a injúria racial era proferida, a equipe policial tentou imobilizar Antônia Natiele, quando a mãe e o irmão dela passaram a intervir na abordagem e passaram a agredir os policiais militares. Ela tentava desferir socos e tapas nos policiais, enquanto os xingava, dizendo: “vocês não vão me levar, seus filhos da puta”, “vocês são uns merdas”. Já a mãe utilizava uma cadeira, capacete e tijolo para agredir o policial:“o diabo desse negrinho não vai levar a minha filha, nem esse amarelo nojento”, A mulher tentava intimidar a guarnição, afirmando que conhecia um Tenente Policial Militar e que este tenente teria dito para a filha que se qualquer guarnição a abordasse, esta deveria entrar em contato com esse tenente, para que fosse ordenada a retirada da equipe do local.

O jovem desferiu socos e tapas nos PMs para ajudar a irmã. A equipe usou spray de pimenta para tentar conter a todos e solicitou apoio urgentíssimo do Grupamento de Intervenções Rápidas e Ostensivas – GIRO e a equipe de Rondas Ostensivas Tático Móvel – ROTAM. Após a chegada do apoio, as equipes imobilizaram a jovem e todos foram conduzidos à Delegacia Geral de Polícia Civil (DGPC).

A condutora da moto recebeu voz de prisão por vias de fato, desacato, desobediência e resistência e tinha hematomas e escoriações. A mãe dela, recebeu voz de prisão por injúria racial, lesão corporal, desacato, desobediência e resistência, e foi conduzida à DGPC queixando-se de dores no ombro. Já o irmão foi apreendido por vias de fato, desacato, desobediência e resistência, sendo conduzido, também com escoriação.

A moto conduzida por ela,foi retida pela equipe policial, mas foi retirada do local por um militar do Exército Brasileiro, namorado de Natiele e proprietário da motocicleta.

Na delegacia se constatou que Natiele recebeu sua permissão para dirigir no último dia 26 de maio. Em data anterior ela já havia sido abordada e não possuía a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), à época, ocasião em que foram confeccionados autos de infração de trânsito. Desta vez foram feitos mais autos de infração de trânsito à condutora, bem como ao militar do Exército,por ter retirado a motocicleta do local, que já estava retida para realização de procedimentos de trânsito.

Com informações Ac24horas

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