
O subcomandante da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, capitão Tales Campos, exaltou nesta quinta-feira,11, o equilíbrio emocional da equipe que atendeu a uma ocorrência que terminou em confusão no bairro da Cohab nesta quarta, 10.
Ele cita que apesar das agressões sofridas enquanto tentavam abordar uma mulher ,os policiais atuaram dentro da lei,não usaram equipamentos com potencial ofensivo para controlar a situação e partiram pra luta corporal. A mulher abordada, a mãe e um irmão dela jogaram cadeiras, tijolo e capacete nos policiais, além de tapas e empurrões.
O caso envolveu Antônia Natiele Almeida da Silva, de 19 anos, que não obedeceu às tentativas de parada da PM, entrou em contramão e fez manobras arriscadas em uma motocicleta até chegar em casa, onde tentou se trancar. A mãe dela, Francisca Luiza Oliveira de Almeida, de 44 e um irmão da acusada ,de 16 anos, também agrediram os policiais. Todos foram levados para a Delegacia Geral de Polícia Civil.
“Começou com as infrações de trânsito, posteriormente desacato, desobediência,diversas ofensas, injúrias.Teve determinado momento que familiares, sem saber do que se tratava,já iniciaram a defesa da moça de 19 anos que estava na condução dessa motocicleta e iniciou-se uma luta corporal porque foi dado voz de prisão. Ela estava presa já pela equipe policial, foi dada a voz de prisão, porém ela reagiu a essa prisão, tentou se evadir, se trancar dentro da residência, a equipe foi realizar a prisão e a família interveio com o intuito de dificultar essa prisão.A equipe policial, com um equilíbrio emocional acima da média, que ali na situação, no momento em que foi desferido diversas agressões, como o uso de tijolos, cadeiradas, etc, poderia muito bem ter utilizado arma de condutividade elétrica, no caso uma Spark, bem como a calibre 12 com munição de elastômero, mas não, utilizou a força, o contato físico.Então a equipe teve um equilíbrio emocional acima da média. É importante a gente ressaltar e deixar bem claro para a sociedade como um todo, a polícia tem o monopólio legítimo da força,outorgada pelo Estado para o cumprimento das suas missões constitucionais, que vivemos em sociedade e todos nós devemos cumprir as leis, ninguém está acima da lei.A equipe policial foi respaldada, com a atuação legal nessa situação, nessa ocorrência, e aquele que desobedecer, aquele que se achar acima da lei, que não cumprir as ordens emanadas pelo nosso Estado Democrático de Direito, ele está sujeito às sanções.Então as pessoas serão conduzidas, serão devidamente presas ou apreendidas e responderão, a ocorrência não ficou em vão”, pontuou o militar.
“A família foi conduzida, a delegacia, será iniciado um inquérito, posteriormente encaminhado para o Ministério Público, titular da ação penal, devido o processo legal e cada um será responsabilizado na medida de suas culpabilidades. Nessa ocorrência é importante a gente salientar que tivemos apoio.
A RP01, quem atendeu a sua ocorrência, tivemos o apoio da RP02, bem como o GIRO, nosso Grupo de Intervenção Rápido e Ostensiva, e posteriormente a ROTAM, Rondas Ostensiva Tático Móvel. Embora os policiais no primeiro momento estivessem em inferioridade numérica, nos princípios basilares aqui da atuação policial, posteriormente chegou o apoio e a lei foi cumprida. Eles foram conduzidos à delegacia e serão devidamente responsabilizados na medida de suas responsabilidades. É inadmissível qualquer ato que venha contra a lei, de ações contra as equipes policiais no cumprimento do seu dever constitucional. A Polícia Militar, a maior promotora de direitos humanos, aquela que chega nas ocorrências de violência doméstica, roubo, operação de veículos, só esse ano já cumprimos para mais de 90 mandados de prisões, tivemos apreensões de diversas armas longas, então a Polícia Militar continuará em defesa da sociedade no cumprimento da legislação do seu dever constitucional. Sobre a entrada na casa nós temos aí a nossa Constituição Federal, nossa carta magna que vigora no Brasil, onde diz que, no seu artigo 5º, inciso 11, a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela pode não penetrar sem o consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito, desastre, prestar socorro ou ordem judicial durante o dia. Ali estava respaldado pelo flagrante delito, diversas infrações, uma escalada criminal e diversas infrações, sejam elas de trânsito, depois a desobediência, o desacato e, por fim, a injúria racial.Lá vem novamente aquele policial negrinho, comentários jocosos nesse sentido, diversas palavras de baixo calão ali, um efeito contágio. Diversas pessoas ali, o estabelecimento era um bar, acabaram participando da ocorrência pelo efeito contágio, sem saber nem sequer do que se tratava. A gente teve aí a mãe, teve também um irmão que é menor, foi apreendido. A gente tem, é claro que tem toda uma investigação, os fatos, todos os dados foram elencados no boletim de ocorrência,foram devidamente circunstanciados. Agora ficarão a cargo da autoridade policial, no caso nosso delegado de polícia, que posteriormente fará o encaminhamento ao titular da ação penal, no caso o Ministério Público.E o devido processo legal irá correr normalmente no Estado Democrático de Direito que vivemos aqui, que vigora no Brasil”, concluiu.
A condutora da moto recebeu voz de prisão por vias de fato, desacato, desobediência e resistência e tinha hematomas e escoriações. A mãe dela, recebeu voz de prisão por injúria racial, lesão corporal, desacato, desobediência e resistência, e foi conduzida à DGPC queixando-se de dores no ombro. Já o irmão foi apreendido por vias de fato, desacato, desobediência e resistência, sendo conduzido, também com escoriação.
A moto conduzida por ela, foi retida pela equipe policial, mas foi retirada do local por um militar do Exército Brasileiro, namorado de Natiele e proprietário da motocicleta.
Na delegacia se constatou que Natiele recebeu sua permissão para dirigir no último dia 26 de maio. Em data anterior ela já havia sido abordada e não possuía a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), à época, ocasião em que foram confeccionados autos de infração de trânsito. Desta vez foram feitos mais autos de infração de trânsito à condutora, bem como ao militar do Exército, por ter retirado a motocicleta do local, que já estava retida para realização de procedimentos de trânsito.
Com informações Ac24horas





