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Caso Elyne: PM esclarece uso do botão do pânico e diz que 190 não foi acionado

Foto: Reprodução

A Polícia Militar do Acre (PMAC) informou, em nota divulgada nesta terça-feira (3), que não foi acionada pelo telefone 190 no caso da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, executada a tiros em Brasiléia. Segundo a corporação, o mecanismo de proteção envolvido foi o Botão do Pânico, porque o agressor utilizava tornozeleira eletrônica.

A PMAC explica que existem dois mecanismos de prevenção e proteção para mulheres em situação de violência doméstica no estado. No aplicativo Mulher Segura, a vítima solicita ajuda pelo celular ao identificar a presença do agressor, e o pedido é encaminhado diretamente ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que aciona uma equipe com base na localização indicada pelo sistema.

O Botão do Pânico, por sua vez, funciona integrado à tornozeleira eletrônica do agressor e não depende de ação da vítima. O sistema é configurado com um perímetro de segurança, que determina a distância mínima que o agressor deve manter da mulher protegida. Quando o limite é ultrapassado, o alerta é emitido automaticamente e encaminhado à Polícia Penal e ao celular da vítima.

Sobre o caso de Brasiléia, a nota afirma que “não houve acionamento da Polícia Militar do Acre mediante o 190”.

A Polícia Civil investiga a morte como possível feminicídio com emprego de pistolagem, ou seja, com a participação de uma terceira pessoa na execução. A corporação informou que o atirador já foi identificado e que diligências estão em andamento para localizá-lo e prendê-lo. A hipótese de que o crime tenha sido planejado e comandado pelo ex-companheiro da vítima está sendo aprofundada.

Elyne era servidora da prefeitura e atuava na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva.

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