
O estado de saúde do procurador municipal de Brasileia Francisco Valadares Neto, investigado como suposto mandante do feminicídio da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, continua grave nesta quarta-feira (4). Ele permanece entubado na UTI no pronto-socorro de Rio Branco.
Informações extraoficiais apontam que a família de Valadares, que, segundo testemunhas, tem certa influência no estado, teria proibido o hospital de divulgar qualquer informação sobre o quadro clínico dele. Segundo apurou o ac24horas, a determinação tem dificultado o acesso da imprensa a atualizações sobre a saúde do procurador.
Valadares foi encontrado desacordado na residência dele, no bairro Ferreira Silva, na manhã de terça-feira (3). Socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi levado ao Hospital Regional do Alto Acre e, na tarde do mesmo dia, transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco. A suspeita inicial é de overdose associada ao uso de cocaína e à ingestão de medicamentos, hipótese que ainda depende de confirmação médica.
O procurador é apontado como suspeito de envolvimento na morte de Elyne, executada a tiros na noite de segunda-feira (2), dentro de um bar em Brasileia. A vítima tinha uma medida protetiva contra ele e acionou o botão do pânico minutos antes de ser morta.
A Polícia Civil investiga o caso como possível feminicídio com emprego de pistolagem. O atirador já foi identificado, e as diligências continuam para localizá-lo e prendê-lo. A hipótese de que o crime tenha sido planejado e comandado pelo ex-companheiro da médica está entre as linhas de investigação.
Na terça-feira (3), a Polícia Civil e o Ministério Público do Acre (MPAC) solicitaram a prisão preventiva de Valadares. O novo pedido ocorre após duas tentativas anteriores do MPAC de obter a prisão do procurador, ambas negadas pelo Juízo Criminal da comarca.
A promotora de Justiça Luana Diniz Lírio Maciel, titular da Promotoria Criminal de Brasileia, também solicitou ao Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) os dados de monitoramento da tornozeleira eletrônica utilizada por Valadares. Os registros poderão ajudar a esclarecer os deslocamentos do investigado no período em que o crime aconteceu.
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