
Um mês após a morte do estudante de medicina Jefferson Alves Pinto, de 23 anos, no Hospital do Alto Acre, em Brasiléia, após sentir fortes dores de cabeça, familiares cobram celeridade nas investigações, bem como a emissão do prontuário médico e resultado da perícia do corpo. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e com a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e aguarda retorno.
A família acusa as equipes médicas de negligência durante o atendimento a Jefferson no interior do estado. “Muito difícil, parece que ainda é mentira porque tudo foi muito confuso. Ele entrar no hospital por uma dor de cabeça e sair sem vida é muito revoltante e doloroso”, lamentou Júnior Cavalcante, namorado do estudante.
Contexto: Jefferson morreu em 26 de março após sentir fortes dores de cabeça no dia anterior e buscar atendimento médico no Hospital do Alto Acre. Na época, a Sesacre informou que a causa da morte deve ser esclarecida por meio de investigação clínica. Natural de Rondônia, ele morava em Brasiléia pois cursava medicina em uma faculdade particular na Bolívia. O Ministério Público (MP-AC) acompanha o caso.

Ainda segundo Júnior, a família contratou um advogado para cobrar da Polícia Civil o andamento das investigações. Os familiares foram orientados a pedir o prontuário médico do estudante que havia sido negado anteriormente.
“Dizem que o processo é um pouco lento sem advogados, por isso estamos justamente aqui com um. Nos aconselhou a acionar o pedido do prontuário médico que foi negado, mas que agora sabemos que como familiares temos direito”, frisou.
Ainda de acordo com Júnior, a família também decidiu buscar o Ministério Público do Acre (MP-AC), na segunda-feira (27), para saber mais sobre o seguimento da solicitação do prontuário de Jefferson e dar continuidade ao caso.
“A gente voltou recentemente de Rondônia, na cidade natal do Jefferson, então fomos procurar saber, falar com o advogado, com o delegado, e infelizmente vai demorar. Estivemos com o advogado, ele explicou que tem que várias instâncias e que precisam do resultado da autópsia e do prontuário”, destacou.
Ao g1, o Instituto Médico Legal (IML) informou que, embora não seja necessária a perícia médica para iniciar as investigações, o órgão aguarda o resultado de exames laboratoriais referentes ao caso para poder encaminhar à polícia. A depender da solicitação, para casos envolvendo análise de DNA, pode levar entre 30 a 90 dias, no mínimo.
“Chegando esses exames laboratoriais, é questão de um ou dois dias que já se conclui o laudo. Então o que nos falta são os exames que estamos aguardando ficarem prontos”, informou o diretor do IML no Acre, Ítalo Maia Vieira.

Dor do luto
Os dois estavam juntos há quase quatro anos, desde o momento em que Jefferson foi à região para estudar. Júnior contou também que no último domingo (25), os familiares e amigos decidiram fazer uma homenagem a Jefferson na fazenda da família dele.
Além dos que estavam presentes, ele detalhou que os que não conseguiram participar enviaram mensagens e vídeos para a mãe e tia do Jefferson para demonstrar apoio e carinho em meio ao luto.
“Inclusive, a mãe dele está aqui na fronteira porque veio buscar algumas coisas dele e entregar o apartamento onde ele morava. Ela retorna essa semana para Rondônia”, explicou.
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Relembre o caso
Conforme o namorado, o estudante acordou na manhã do dia 25 de março sentindo fortes dores de cabeça, mas resolveu ir para faculdade assim mesmo.
Ao chegar em casa, Jefferson decidiu tomar um remédio e descansar. Por volta das 20h, ambos decidiram ir até o hospital para buscar atendimento médico.
Segundo Júnior, por volta de meia-noite do dia 26 de março, Jefferson retornou ao hospital. O estudante foi encaminhado novamente ao médico e, de acordo com o companheiro do estudante, o atendimento demorou mais do que o normal. Nesse processo, Jefferson foi encaminhado para receber soro na veia.
Ainda segundo Júnior, Jefferson ficou em observação no hospital e uma mulher que estava na mesma sala de atendimento afirmou ter visto que o estudante estava mal e o médico não tinha verificardoo estado de saúde dele. O estudante começou a ter convulsões, que levou a tentativas de reanimação sem êxito.
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Jefferson Alves Pinto, estudante de medicina que morreu após sofrer sentir fortes dores de cabeça no Acre — Foto: Arquivo pessoal
Com informações g1Ac





