
Apostadores ainda têm R$ 1,4 bilhão para sacar em casas de apostas on-line após a suspensão das atividades das plataformas no Brasil. O prazo para solicitar o resgate termina às 23h59 da próxima segunda-feira (5).
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o valor corresponde aos recursos que permanecem nas contas dos usuários após a medida provisória que proibiu a operação das bets no país.
De acordo com balanço divulgado pelo governo federal nesta sexta-feira (2), os apostadores já retiraram R$ 652 milhões desde a entrada em vigor da medida. O montante representa uma redução de aproximadamente 30% em relação aos cerca de R$ 2,1 bilhões que estavam inicialmente mantidos nas plataformas.
Os recursos pertencem a milhões de usuários. O governo estima que aproximadamente 28,6 milhões de CPFs estejam relacionados às contas que ainda possuem valores a serem resgatados.
Os apostadores têm até as 23h59 de segunda-feira (5) para solicitar diretamente às plataformas a retirada dos valores. Depois desse prazo, os recursos que permanecerem nas contas deverão ser devolvidos por meio do sistema bancário.
Entre os dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos os valores existentes nas contas de cada usuário. A devolução pelos bancos está prevista para ocorrer entre os dias 9 e 14 de outubro.
Caso haja algum impedimento para a devolução, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar o pagamento dos valores aos apostadores.
Proibição das bets
A medida provisória publicada pelo governo proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Com a entrada em vigor da medida, novas apostas e depósitos foram interrompidos. Os sites e aplicativos das plataformas proibidas deverão deixar de funcionar completamente a partir de 6 de outubro.
Segundo o Ministério da Fazenda, antes da suspensão as casas de apostas movimentavam aproximadamente R$ 600 milhões por dia.
O governo também identificou 48 contas com saldo superior a R$ 500 mil. De acordo com Dario Durigan, parte dessas movimentações poderá ser investigada pela Polícia Federal por suspeita de irregularidades, incluindo possível lavagem de dinheiro.
A medida provisória ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Para continuar válida de forma definitiva, deverá ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado dentro do prazo constitucional.
Com informações Metrópoles
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